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sexta-feira, 30 de março de 2007

PAUSA PARA FOTO



Islas Uros e seu povo colorido.














Dentro dessas casinhas tem até televisão!














Isla Taquille












Uma das muitas ribanceiras da Isla Taquille

quinta-feira, 29 de março de 2007

De vota ao Titicaca

12° dia

ISLAS UROS E ISLA TAQUILLE

O café-da-manhã no Hotel Utama foi o primeiro que correspondeu as nossas expectativas. Com muito gosto devoramos pão, queijo, presunto, ovo, frutas!! Que felicidade! Meu estômago faminto agradece!

Na véspera tínhamos fechado um passeio com o nosso super agente de viagem. Depois do vexame na tentativa de arranjar um hotel pra gente, até que fez bonito no restante de suas obrigações. Na hora marcada, apareceu para nos buscar em uma van com mais dois turistas suíços. O Philip (que até era bonitinho...) e a Claudia (que se mostrou uma psicopata em potencial ao longo do dia). O barco já nos esperava quando chegamos, cheio de turistas. No começo da viagem, nosso guia se esforçou pra enturmar as pessoas, fez todo mundo se apresentar e falar seu país de origem, mas depois de rápida conversa a galera se dispersou novamente.

Chegamos a nosso destino algumas horas depois. As Islas Uros são ilhas flutuantes contruídas pelos Uros, fugidos do ataque dos Incas, que buscavam conquistar o território ao redor do Lago Titicaca. Hoje habitadas pelos índios aymarás, as ilhas artificiais possuem escolas, hospital, templos e abriga centenas de famílias. Construídas com raízes de totoras, que liberam gases que ajudam na flutuação, e cobertas por totoras secas, elas permanecem ancoradas nas Reserva Nacional do Lago Titicaca, ao invés de ficarem vagando pelas águas (o que certamente seria mais divertido!).

Pisar na ilha é um tanto quanto estranho e deu pra acreditar quando o guia nos contou que o povo de lá possui as pernas levemente atrofiadas por terem crescido andando naquele solo macio. (Realmente, eles parecem uns ursinhos andando, principalmente as mulheres que vestem longas e volumosas saias coloridas). Fomos recebidos pela população local, mais do que acostumada com a presença dos turistas. Depois de uma rápida explicação sobre a história e a cultura do povo das ilhas, fomos dar uma volta, tirar fotos e conferir o artesanato, que é incrível!

Saímos de lá em uma pequena canoa típica em direção ao nosso barco. Flutuar pelas águas calmas do Titicaca em um dia lindíssimo como o que estava fazendo, renovou minhas energias e acredito que todos nós ali presentes ficamos um pouco mais felizes depois daquele momento. De volta ao nosso barco, partimos rumo à Isla Taquille, há umas boas horas dali.

Logo na chegada à ilha, uma enorme ribanceira esperava pela gente, mas as barraquinha de artesanato pelo caminho e a vista do Titicaca incentivaram a legião de turistas que se aproximava. A Isla Taquille fez parte do império inca e foi um dos últimos lugares a sucumbir ao domínio espanhol. Como foram proibidos de usar sua vestimenta típica, os índios adotaram roupas campesinas, que usam até hoje. Lá vivem em comunidade baseada no trabalho comunitário e sob o código moral antigo dos incas: "Ama suwa, ama llulla, ama qilla" (não robarás, não mentirás e não serás preguiçoso). O que deve funcionar, pois os habitantes da ilha parecem bastante pacíficos e tranqüilos. Ficamos malucas com o artesanato local, principalmente a tecelagem, que curiosamente, é feita pelos homens!

Nosso grupo almoçou todo junto num pequeno restaurante no alto de outra ribanceira (são muitas por aqui) com uma vista de tirar o fôlego. A comida já estava incluída no pacote, então não tivemos muito trabalho em escolher o cardápio. Sopa de quínua, peixe, arroz e batata. Simples e gostoso. Ainda mais acompanhado por uma Cusqueña!

Voltamos ao final do dia e, varadas de fome, sentamos num restaurante que havíamos visto na véspera. Pedimos logo uma entradinha pra enganar a hambre, mas pra nosso total desespero só chegou uma hora depois! Trinta segundos se passaram e veio o prato principal: meia dúzia de ravióli que não encheu nem 1/4 do meu estômago reclamão. Saímos de lá direto para a Hostería comer uma sobremesa caprichadíssima. Aí sim, fui dormir feliz.

PAUSA PARA FOTO



Cerveja, taco... e muita pimenta!!













De mala e cuia rumo ao Peru.














Fronteira Bolívia / Peru.














O que fazer em Puno? Comer, comer, comer!

Olha o tamanho do chocolate quente!

quarta-feira, 28 de março de 2007

PUNO

11° dia

O galo (galo? é isso mesmo??) cantava desde às cinco. Às sete fui forçada pelo jantar apimentado da noite anterior a sair da cama rumo ao baño. Aproveitei a deixa para tomar um banho decente (ou seja, quente). As meninas seguiram a minha idéia e acabou que todas nós acordamos cedo justo no dia que tínhamos para dormir até mais tarde.

Depois de degustar nosso banquete matinal, fomos dar uma volta e conhecer, enfim, a cidade de Copacabana. Demos a sorte de ver uma grande procissão rumo à igreja, com carros enfeitados, pessoas a cantar e muitas oferendas à Santa padroeira da cidade.

A Igreja de Nossa Senhora de Copacabana acolhe uma das mais cultuadas imagens da Virgem Maria (uma réplica da imagem foi levada para o Rio de Janeiro, onde foi criada uma igrejinha em homenagem à Santa, que posteriormente, deu origem ao nome do bairro...suspense...de Copacabana!). A igreja estava em obras e não conseguimos ver muito bem o seu interior. Do lado de fora, juntamente com dezenas de fiéis que participavam da procissão, outra dezena de pedintes e mendigos a procura da boa vontade dos que passavam.

De volta à rua principal, e longe da confusão da praça, paramos pra comer numa pizzaria charmosa como todos os lugares na cidade. Depois da pizza, hora de nos despedir da Bolívia e embarcar rumo ao Peru. Para a nossa felicidade, pegamos um ônibus turístico, novinho em folha, enorme, espaçoso e cheiroso! A parada na imigração foi rápida e organizada. De volta ao paraíso, ou melhor, ao ônibus, encaramos quatro horas de lindas paisagens e poltronas confortáveis. Boa viagem!

Chegamos em Puno por volta das quatro da tarde. No nosso ônibus tinha um agente de viagens que nos fez várias propostas de hospedagem interessantes. Saindo da rodoviária, ele nos levou pessoalmente aos hotéis. Não sei por que acreditamos que aquela negociação daria certo, mas depois de subir e descer ladeira com o mochilão nas costas, acabamos entrando por conta própria no Hotel Utama e negociamos os quartos por U$10 cada. Esse sim foi um ótimo negócio e ainda deixou nosso "agente" com cara de palhaço no saguão.

A cidade de Puno é uma coisa horrorosa. Prédio pra tudo quanto é lado, trânsito caótico, feia e barulhenta. A boa é se manter na área em torno da Plaza de Armas. Aí parece que estamos em outro lugar. Restaurantes, bares, lojas. Depois de olhar todas as ofertas (e são muitas) de restaurantes, decidimos parar pra comer na Pizzaria La Hostería. E adianto foi uma excelente escolha, acredito que a melhor refeição até o momento. Pedi um frango ao curry com batata cozida. Dos Deuses!! Tenho que admitir que a cidade pode ser feia, mas a culinária... Como não tínhamos nada pra fazer por ali, saímos do restaurante e fomos a uma...cafetería!! Parecíamos quatro mortas de fome que não podiam ver boa comida sem ficar maravilhadas! Um chocolate quente depois, voltamos pro hotel. Depois de assistir de camarote a uma briga na rua, dormimos confortavelmente. Que Deus abençôe o Hotel Utama.


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Hotel Utama
a duas quadras da Plaza de Armas
U$10,00

Pizzaria La Hosteria
Jr Puno